Mostrando postagens com marcador Propriedade Privada. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Propriedade Privada. Mostrar todas as postagens

quinta-feira, 31 de julho de 2008

A propriedade individual é uma injustiça decorrida da fraqueza de Deus?

"[É estranho] que certos católicos qualifiquem a propriedade individual como uma injustiça dos outros tempos, que a Igreja teve a fraqueza de apoiar, mas da qual deve dessolidarizar-se, a esta altura da evolução humana. Porventura foi, então, uma fraqueza de Deus afirmar a propriedade individual em dois mandamentos do decálogo, "não furtarás" e "não cobiçarás os bens do próximo"? E foi uma fraqueza de Nosso Senhor Jesus Cristo corroborar o decálogo para todo o sempre, afirmando que "enquanto não passar o céu e a terra, não desaparecerá da lei um só jota ou um só til" (S. Mateus, V, 18)?"

(Fonte: "Folha de S. Paulo", 4 de abril de 1971)

Propriedade privada: um direito que nenhum Estado pode abolir

"[A] propriedade individual — com estas ou aquelas modificações acidentais — é apontada pelos documentos pontifícios como uma instituição decorrente da própria ordem natural das coisas, no que esta tem de fixo e invariável. Como uma instituição legítima, portanto, e que deve durar enquanto o mundo for mundo. Como um direito sagrado, decorrente para o homem do fato de ser homem. Um direito, pois, que nenhum Estado pode abolir sem entrar em frontal e gravíssimo conflito com a moral católica."

(fonte: "Folha de S. Paulo", 4 de abril de 1971)

"Porque este mistério?"

"O caso dos católicos contrários à propriedade privada (...) é estranhíssimo. Em primeiro lugar porque, em muitos deles a animadversão em relação à propriedade privada mais transparece do que aparece. Ou seja, mais ela filtra através de insinuações, de críticas veladas, de inesperadas conivências com a esquerda, do que se afirma de modo peremptório. — Porque este mistério? Se são a favor dela, por que jamais a defendem? Por que suas simpatias correm sempre para os que a atacam? E por que suas antipatias se voltam unicamente contra os que a defendem?"

(Fonte: "Folha de S. Paulo", 4 de abril de 1971)