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sexta-feira, 5 de setembro de 2008

A paz não é um bem supremo

"A causa da paz é um bem, um altíssimo bem. Não, porém, um bem supremo. E se o preço dela é a inércia ante a investida comunista, mais vale a pena lutar."

(Fonte: "Folha de S. Paulo", 1º de agosto de 1971)

quarta-feira, 3 de setembro de 2008

"É tão legítimo que a Igreja se defenda contra o heterodoxo quanto o Estado contra o invasor"

"A Igreja é uma sociedade espiritual, que se esteia em uma ortodoxia, como um Estado se fixa sobre um território. Transgredir os limites da ortodoxia é cometer contra a Igreja delito análogo ao que praticaria contra o Estado quem lhe violasse as fronteiras. É tão legítimo que a Igreja se defenda contra o heterodoxo quanto o Estado contra o invasor. E sendo a Igreja — repito — uma sociedade espiritual, normal é que ela utilize penas espirituais nessa legítima defesa. Uma delas é a destituição do transgressor da ortodoxia dos cargos que a confiança da Igreja lhe entregara".

(Fonte: "Folha de S. Paulo", 18 de julho de 1971)

quarta-feira, 23 de julho de 2008

Falsa paz: a tranqüilidade da vergonha sob a vara de ferro da impiedade

"Em matéria de guerra, só quero a legítima defesa.

"Quanto à paz, que Santo Agostinho definiu como a tranqüilidade da ordem, tenho-a em conta de um bem inapreciável. Dela disse Nosso Senhor Jesus Cristo: "Eu vos deixo a minha paz. Eu vos dou a minha paz" (São João, 14, 27). É a paz de Cristo no Reino de Cristo. Amo-a, pois, de todo o coração.

"E por isto detesto, também de todo o coração o contrário dela: a tranqüilidade da vergonha sob a vara de ferro da impiedade."

(Fonte: Folha de São Paulo, 7 de fevereiro de 1971)