domingo, 17 de agosto de 2008

Aturdimento, passo para a derrota

"O declínio da vontade de lutar já é a metade da derrota..."

(Fonte: "Folha de S. Paulo", 23 de maio de 1971)

sexta-feira, 15 de agosto de 2008

Atonia diante da fartura de informações

"Impressiona-me um contraste. De um lado, as informações postas ao alcance do público jamais foram tão fartas. De outro lado, jamais este se sentiu — creio eu — tão átono e embaraçado diante delas."

(Fonte: "Folha de S. Paulo", 23 de maio de 1971)

quarta-feira, 13 de agosto de 2008

Marxistas inadvertidos

"Reconhecer ao capital, enquanto fator de produção econômica, a grande importância que lhe cabe segundo as circunstâncias de nossos dias, nada mais justo. Mas proclamar, por esta forma, a absoluta superioridade da posse do dinheiro sobre todos ou quase todos os fatores intelectuais, religiosos ou morais de prestígio, não importa em colocar a economia como valor supremo? E não se cai assim, inadvertidamente, no marxismo?"

(Fonte: "Folha de S. Paulo, 9 de maio de 1971 )

segunda-feira, 4 de agosto de 2008

"Um esforço de destruição clara ou de falseamento sub-reptício dos valores da civilização cristã"

"Nenhuma época do passado pode ou deve ser intocada. É sempre possível, por um movimento verdadeiramente progressivo, abolir defeitos e melhorar qualidades. Mas isto não basta, é preciso também que nós nos lembremos de que muitas das transformações instituídas no presente não representam um trabalho inteligente para depurar e fazer progredir as tradições que recebemos, mas, pelo contrário, constitui um esforço de destruição clara ou de falseamento sub-reptício dos valores da civilização cristã."

(Fonte: "Mensageiro do Carmelo", Ano XLVII – Edição especial – 1959 - Conferência proferida em São Paulo, no dia 15 de novembro de 1958, durante o Congresso da Ordem Terceira do Carmo)

quinta-feira, 31 de julho de 2008

"Temos um inimigo a atacar e um patrimônio a defender"

"Vivemos (...) dentro de um processus revolucionário que mina e corrói uma realidade gloriosa, isto é, a civilização cristã. Assim, portanto, temos um inimigo a atacar e um patrimônio a defender. O patrimônio é todo o imenso e inapreciável tesouro de tradições desses 20 séculos de civilização cristã que nós tivemos atrás de nós. Patrimônio esse que não deve ser considerado como um valor estático, mas ao qual pelo contrário, cada século foi dando o seu contributo. Também nós, pela nossa fidelidade e pela nossa vida acrescemos este glorioso acervo. Em face de nós está essa Revolução que é, justamente, o contrário de tudo que amamos. Nós a devemos atacar em todas as suas manifestações."

(Fonte: "Mensageiro do Carmelo", Ano XLVII – Edição especial – 1959 - Conferência proferida em São Paulo, no dia 15 de novembro de 1958, durante o Congresso da Ordem Terceira do Carmo)

"Nunca os inimigos da Igreja mostraram tanta coerência, tanta unidade de objetivos, e tanto rancor quanto em nossos dias"

"Vivemos em nossos dias em um processo revolucionário que, tendo começado com o Protestantismo e o Humanismo no século XVI, alcançou um triunfo universal pela Revolução Francesa no século XVIII e pela extensão dos princípios desta no mundo inteiro, no século XIX. Esse processo chega agora aos extremos de si mesmo na afirmação do comunismo. Nós estamos, portanto, no clímax de uma longa série de apostasia.

"Nisto está a marca dominante dos acontecimentos de nossos dias, e das circunstâncias dentro das quais a Igreja age, vive e luta atualmente. Em outras épocas, a Igreja também tem tido adversários a enfrentar. Nunca, talvez, – e nesse sentido são tão numerosas as citações pontifícias que eu me dispenso de as lembrar aqui – teve Ela que enfrentar uma tão profunda investida, que A ataque com tal furor em todos os pontos de Sua doutrina, de Seus costumes, de Suas instituições, e de Suas leis. Nunca seus inimigos mostraram tanta coerência, tanta unidade de objetivos, e tanto rancor quanto em nossos dias.

"Assim, e seja qual for o ângulo do qual vejamos o panorama hodierno, é preciso que coloquemos no centro de toda a nossa perspectiva esse fenômeno: a investida multisecular das forças do mal chegada hoje a seu paroxismo."

(Fonte: "Mensageiro do Carmelo", Ano XLVII – Edição especial – 1959 - Conferência proferida em São Paulo, no dia 15 de novembro de 1958, durante o Congresso da Ordem Terceira do Carmo)

A propriedade individual é uma injustiça decorrida da fraqueza de Deus?

"[É estranho] que certos católicos qualifiquem a propriedade individual como uma injustiça dos outros tempos, que a Igreja teve a fraqueza de apoiar, mas da qual deve dessolidarizar-se, a esta altura da evolução humana. Porventura foi, então, uma fraqueza de Deus afirmar a propriedade individual em dois mandamentos do decálogo, "não furtarás" e "não cobiçarás os bens do próximo"? E foi uma fraqueza de Nosso Senhor Jesus Cristo corroborar o decálogo para todo o sempre, afirmando que "enquanto não passar o céu e a terra, não desaparecerá da lei um só jota ou um só til" (S. Mateus, V, 18)?"

(Fonte: "Folha de S. Paulo", 4 de abril de 1971)